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O que seriam, afinal, as Cidades Inteligentes? Elas existem no Brasil?


Você provavelmente já ouvir falar em Smart City. As chamadas Cidades Inteligentes já são uma realidade e começam a surgir às voltas com as expectativas de que virão para implementar soluções futurísticas e da mais alta tecnologia para as cidades.

Em 2021, relatório divulgado pelo Capgemini Research Institute (centro de estudos e pesquisas digitais que possui uma rede global de especialistas focados em explorar o impacto das tecnologias emergentes nos negócios) demonstrou que, mundialmente, cidadãos estão em geral bastante descontentes com as estruturas das cidades em que vivem e, em média, 40% deles se prepara para se mudar no futuro em busca de melhor qualidade de vida – inclusive do ponto de vista digital.


Demonstrando forte tendência global, um mapeamento intitulado “Ruas Inteligentes: Colocando o Cidadão no Centro das Iniciativas de Cidades Inteligentes” revelou que as pessoas estão também favoráveis à implementação das chamadas Smart Cities, sendo que metade dos entrevistados considera que as Cidades Inteligentes podem fornecer melhores serviços urbanos, além de serem sustentáveis. E, justamente por isso, quase 40% dessas pessoas estaria disposta a pagar mais pela experiência.


Também não é por outra razão que vêm sendo canalizados fortes investimentos para o surgimento de Cidades Inteligentes em regiões na América do Norte, Europa, Ásia-Pacífico, Oriente Médio e América Latina. Segundo o Smart Cities World, o mercado para as cidades inteligentes será avaliado em cerca de US$ 2 trilhões até 2025.



Alguns estimam que, até 2050, até 1/3 da população mundial viverá em uma Smart City!


O que seriam, afinal, essas Cidades Inteligentes? Elas existem no Brasil?


As Cidades Inteligentes nada mais são do que aglomerações urbanas caracterizadas primordialmente pela utilização de tecnologias avançadas (TIC’s) – associadas à inteligência artificial (AI) –, para a melhoria da qualidade de vida da população, seja para aprimoramento na prestação de serviços públicos básicos (como saneamento, transporte, saúde e segurança), seja para a criação e manutenção de ambiente sustentável ecologicamente, garantindo-se, a longo prazo, um local para bem-viver às próximas gerações.


Abaixo, listamos exemplos para que você possa ter alguma dimensão do que vêm a ser tais aplicações:

  • uso de sensores avançados (IoT) e redes de dados de alta velocidade (como a rede 5G que logo se implantará no Brasil) para permitir o monitoramento em tempo real de aspectos como trânsito (redução de congestionamentos), transporte (melhoria na mobilidade urbana), abastecimento de água, energia e demais serviços (possibilitando até mesmo a redução dos custos de eletricidade, com manejo adequado de iluminação pública);


  • melhoria nas condições de segurança coletiva por meio de serviços totalmente conectados e com transmissão de informações simultâneas, incluindo pontos públicos de wifi, circuitos fechados de televisão (CCTVs), o uso de drones e até a possibilidade da criação de plataformas especializadas e centralizadas para gestão de crises (hub);


  • aplicações também em soluções de cibersegurança, para proteção de dados dos cidadãos, reduzindo riscos com métodos de autenticação, controle de acesso, blockchain e criptografia;


  • uso de dados e sensores para prevenção de riscos e adoção de ações preventivas (detecção de risco de potenciais enchentes, incêndios, falta de energia, vazamentos de esgoto, entre outros);

  • uso de dados e plataformas digitais para monitoramento de demandas em tempo real, a permitir a regulação de estoques de medicamentos e insumos médicos, além da troca de informações dos usuários de serviços médicos e sociais com o poder público responsável,


  • geração de energia limpa.


Enfim, as possibilidades são enormes e as aplicações infinitamente amplas.


Mas não é só.


O surgimento dessas comunidades inteligentes vai depender não apenas das soluções digitais inovadoras, mas também de iniciativas que venham implementadas com o envolvimento dos próprios cidadãos e com foco na cidade, buscando gerar melhorias a todos os habitantes. É fundamental, por exemplo, que as inovações contribuam também para a diminuição da desigualdade social, promovam a governança participativa e tenham os olhos voltados à educação, cultura, inclusão e respeito ao meio ambiente.


No Brasil, há alguns anos a Comissão de Estudos de Cidades e Comunidades Sustentáveis da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), em conjunto com a Poli USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo), por meio do Grupo de Pesquisas em Planejamento e Engenharia Urbanos, vem se aprofundando no tema e buscou referências internacionais como norte de pesquisa: após projeto piloto, com apoio diagnóstico da consultoria especializada SmarteFrees, foi escolhida, como referência, a cidade de São José dos Campos, no #interiordesp.



Em março de 2022, após rigoroso processo de certificação, a cargo do World Council on Data (WCCD) – instituição parceira de ONU –, levando-se em consideração a avaliação de 276 indicadores diferentes, São José dos Campos obteve os selos “ouro” nos ISO 37122 (tecnologia) e ISO 37123 (resiliência econômica e ambiental), recebendo também o selo “platinum” no ISO 37120 (qualidade de vida e sustentabilidade), vindo a ser, portanto, considerada a primeira Cidade Inteligente do Brasil, ao lado de outras 78 cidades do mundo que já alcançaram o título.


A premiação, por certo, vai contribuir e estimular outras cidades do país a se aprimorar na busca por bem-estar a seus cidadãos, o que permitirá, sem dúvida, cada vez mais a atração de investimentos internos e externos, num círculo virtuoso que tende a priorizar novos negócios e, cada vez mais, a sustentabilidade das cidades que por sua vez trará sensível melhora para a qualidade de vida das pessoas.




E, se você quer mais qualidade de vida, tecnologia, estrutura, serviços, sustentabilidade e contato com a natureza, já sabe: vem com a gente para o interior do Estado de São Paulo!




Paris, Dubai, Nova York e Cingapura, por exemplo, são algumas das mais belas cidades do mundo que já estão inseridas no conceito Smart City!










DUBAI

Foto: Wix







NOVA YORQUE

Foto: Wix







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